Estou apavorado! Por favor não tire os Teus olhos de mim Senhor, pois inimigos mortais me atacam injustamente.

Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça!" (Salmos 17:2)

Se há algo que aflige a alma do justo é a tal da injustiça. Nos últimos anos estamos comprovando isto. Os olhos da nação se voltaram para os tribunais, o povo aguarda que de lá venha a sentença que purgue os seus pecados. Infelizmente é uma esperança vã, pois é um tribunal humano, com leis humanas, com qualidades e defeitos, contaminadas por ideologias e pessoas falhas. Diante deste cenário o certo, embora errado, é que 
se promulgarão sentenças justas e injustas. O que todos esperam é que eles “Não cometam injustiça num julgamento; não favoreçam os pobres, nem procurem agradar os grandes, mas julguem o seu próximo com justiça” (Levítico 19:15). Mas infelizmente não é isso que vemos acontecer, o corrupto que rouba milhões está solto, quem rouba uma galinha passa o resto da vida na cadeia. Um lugar onde se maltratar um animal pode ser condenado a até cinco anos de prisão, mas o assassino de um ser humano sai livre pela porta da frente da delegacia. Sem dúvida esse "jeito" de fazer justiça que o mundo adota, é revoltante, pois temos em nós uma "sede por justiça".
O salmista também está revoltado. Ele lamenta o injusto tratamento que recebeu nas mãos dos seus inimigos, pois "até mesmo os inimigos podem demonstrar respeito". Entretanto são homens maus que oprimem, que andam à volta como leões, prontos para se lançarem sobre a presa. Que se escondem para matarem, andam inchados de arrogância, falam com soberba. A revolta se torna mais evidente quando é imputando ao inocente uma culpa inexistente, imprimindo perseguição injustificável. Pois sabe em seu coração as acusações a ele atribuídas são falsas e motivada por corações incessíveis e cheios de violência. Portanto, os verdadeiros criminosos são os seus acusadores e não ele. E para fundamentar seu argumento ele se submete ao inerrante polígrafo Celestial: Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras” (Salmos 17:3). Para não mais ser injustiçado ele recorre ao Justo Juiz, o Deus justificador, a última instância de apelação e sua única esperança: “Venha de ti a sentença em meu favor; vejam os teus olhos onde está a justiça”! (Salmos 17:2).
Em sua defesa Davi relata que anda no caminho do justo pois tem buscado “andar sinceramente, e pratica a justiça, e fala a verdade no seu coração” (Salmos 15:2). Diz ele: “Dá ouvidos à minha oração, que não vem de lábios falsos” (Salmos 17:1), ou seja, seus lábios não são traiçoeiros; e independentemente  de qualquer coisa, tomou a decisão de que a sua boca não fará uso das táticas humanas, injustas e mentirosas. Tomou a decisão de não pecar, visto que "O homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a sua boca fala do que está cheio o coração" (Lucas 6:45). e seu coração está cheio de ricos tesouros "Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti" (Salmos 119:11). Portanto "Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios" (Salmos 141:3). E, finalmente “Provas o meu coração e de noite me examinas, tu me sondas, e nada encontras; decidi que a minha boca não pecará como fazem os homens” (Salmos 17:3). Uma decisão difícil, mas acertada, não se associar com gente má, nem seguir pelo caminho dos pecadores, mas obedecer, custe o que custar, a Palavra de Deus. “Pela palavra dos teus lábios eu evitei os caminhos do violento” (Salmos 17:4). Seu desejo é que Deus continue dirigindo os seus passos no caminho do justo e protegendo a sua vida para que nunca vacile. “Mostra a maravilha do teu amor, tu, que com a tua mão direita salvas os que em ti buscam proteção contra aqueles que os ameaçam. Protege-me como à menina dos teus olhos; esconde-me à sombra das tuas asas” (Salmos 17:7,8).
Cansado de tanta injustiça dos homens ele confia totalmente naquele Justo Juiz que sempre proclama sentenças justas, e inapeláveis: “Levanta-te, Senhor! Confronta-os! Derruba-os! Com a tua espada livra-me dos ímpios. Com a tua mão, Senhor, livra-me de homens assim, de homens deste mundo, cuja recompensa está nesta vida” (Salmos 17:13,14). Além disso, Deus sabe da sua inocência, pois Ele sonda e prova o coração e conhece que em seus caminhos não há culpa. Diante desta certeza, não cabe revolta, mas a decisão de continuar caminhado de cabeça erguida e com passos firmes “Meus passos seguem firmes nas tuas veredas; os meus pés não escorregaram”, em direção ao Monte Santo do Senhor, “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (Salmos 17:15).
Portanto, durma o sono dos justos, ciente de que as misericórdias do Senhor se renovam todos os dias! E, quando se levantar no dia seguinte viva a experiência de contemplar a face salvadora de Deus que não permitiu que dormíssemos o sono da morte! Sinta o Seu Amor por inteiro e, apesar das injustiças do mundo, vivencie o céu na terra.
Se você foi abençoado, abençoe também, não deixe de compartilhar.
“Ó talvez alguma vida possas alegrar,
Com palavras doces em amor;
Ou talvez algumas almas tristes alcançar,
Com a mensagem do Senhor!”
(Hino 417 C.C.).
No amor de Cristo,
Pr. José de Arimatéa Nascimento
Servo de Cristo Jesus

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