“Os teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação” (Salmos 119:54).
Quantas vezes ao enfrentarmos tribulações que nos levam a prantear nós não ouvimos esta frase: “se serve de consolo...”? E geralmente o que vem depois não serve para consolar ninguém. Por estar, muitas vezes, desprovida de esperança e amor e, portanto longe dos propósitos Divinos: ‘Depois que o Senhor disse essas palavras a Jó, disse também ao Elifaz, de Temã: "Estou indignado com você e com os seus dois amigos, pois vocês não falaram o que é certo a meu respeito, como fez meu servo Jó”’ (Jó 42:7), vemos então que em muitos casos a experiência do outro, sem o aval Divino, pouco servirá para consolar a dor do presente momento.
Para não cair no erro de
deixar Deus “indignado” é preciso recorrer à fonte de consolo que
está repleta palavras que vivificam a alma do aflito. Palavras de esperança e
não de morte: “Lembra-te da tua palavra ao teu servo, pela qual me deste
esperança. Este é o meu consolo no meu sofrimento: A tua promessa dá-me vida”
(Salmos 119:49,50). A confiança na Palavra de Deus nos permite viver com
esperança, porque suas promessas nos consolam na angústia e Seus ensinamentos nos
conduzem no caminho justo, nos alimentando e munindo de forças para enfrentar
as lutas do viver neste mundo insano.
“Lembra-te da
promessa que fizeste ao teu servo . . . o que me consola”. O
salmista nos lembra que em tempo de aflição, os ensinamentos Divinos foram o
seu sustento. E, em meio ao vale de sombra e morte os Seus mandamentos foram o
motivo dos seus cânticos. Na terra da peregrinação, a fonte da felicidade em um
mundo de choro. Porque a Palavra de Deus nos fala: “Bem-aventurados os que
choram, porque eles serão consolados” (Mateus 5:4); serão consolados
quando buscarem a Fonte de Consolação: a “Palavra de Deus” que
guardada no coração surge no momento certo trazendo esperança: “Lembro-me,
Senhor, das tuas ordenanças do passado e nelas acho consolo” (Salmos
119:52); e “pela qual me deste esperança” (Salmos 119:49); a
lembrança das Tuas promessas é o que me consola, “Este é o meu consolo no
meu sofrimento: A tua promessa dá-me vida” (Salmos 119:50).
Em tempo de agonia e
zombaria, quando muitos sucumbem diante das injustiças e lamurias sem fim, os
ensinos Divinos foram o seu sustento e o motivo dos seus cânticos: “Os
teus decretos são o tema da minha canção em minha peregrinação” (Salmos
119:54). Porque os “decretos do Senhor” não mudaram e é
maravilhoso ter a certeza de que em nossa peregrinação sobre a terra, temos a
companhia do Consolador, já que “O amor é uma companhia. Já não sei andar só
pelos caminhos, porque já não posso andar só (...)”1, pois
“O Espírito do Soberano Senhor está sobre mim” trazendo o consolo
que só Ele pode me dar e, além disso, “ungiu-me (...) para cuidar dos que
estão com o coração quebrantado, anunciar liberdade aos cativos e libertação
das trevas aos prisioneiros, (...) para consolar todos os que andam tristes, e
dar a todos os que choram em Sião uma bela coroa em vez de cinzas, o óleo da
alegria em vez de pranto, e um manto de louvor em vez de espírito deprimido.
Eles serão chamados carvalhos de justiça, plantio do Senhor, para manifestação
da sua glória” (Isaías 61:1-3).
Com palavras doces em amor;
Ou talvez algumas almas tristes alcançar,
Com a mensagem do Senhor!” (Hino 417 C.C.).
Pr. José de Arimatéa Nascimento
Servo de Cristo Jesus

Comentários
Postar um comentário