“Eis que Deus é o meu ajudador; o Senhor é quem sustenta a minha vida”. - Salmos 54:4.
A infâmia da traição... este ato covarde que vem de onde menos se espera, é mais comum do que nos imaginamos. Suas chagas são profundas na vida do traído, pois esse ato vergonhoso vem de pessoas com as quais partilhávamos o pão: “Até o meu melhor amigo, em quem eu confiava e que partilhava do meu pão, voltou-se contra mim” (Salmos 41:9). "Mas eis que a mão daquele que vai me trair está com a minha sobre a mesa” (Lucas 22:21). "Se um inimigo me insultasse, eu poderia suportar; se um adversário se levantasse contra mim, eu poderia defender-me; mas logo você, meu colega, meu companheiro, meu amigo chegado, você, com quem eu partilhava agradável comunhão enquanto íamos com a multidão festiva para a casa de Deus!" (Salmos 55:12-14).
Que grande decepção! O “amigo”
que julgávamos ser: nosso ajudador, um
fiel companheiro, um refúgio seguro, em quem depositávamos nossa confiança. Alguém
que julgávamos que certamente ser uma torre forte na perseguição, nos trai com um
beijo ‘"Salve, Mestre!", e o beijou’. (Mateus 26:49).
Esse golpe mortal atravessa o coração
com a adaga da covardia. Desferido na alma. Em angústia só nos resta em oração gritar
por socorro ao Senhor da vida: “Salva-me, ó Deus, pelo teu nome;
defende-me pelo teu poder. Ouve a minha oração, ó Deus; escuta as minhas
palavras. Estrangeiros me atacam; homens cruéis
querem matar-me, homens que não se importam com Deus” (Salmos 54:1-3). A dor é tanta
que mais uma vez digo: “Salva-nos, Senhor!
Já não há quem seja fiel; já não se confia em ninguém entre os homens. Cada um
mente ao seu próximo; seus lábios bajuladores falam com segundas intenções. Que
o Senhor corte todos os lábios bajuladores e toda língua arrogante” (Salmo 12:1-3).
“Homens cruéis, assassinos, que desprezam Deus”, são seres humanos fracos, que
pensam serem fortes por se afastarem de Deus. Sua fraqueza se revela na “infidelidade,
mentira, bajulação, interesseiros e arrogância” que norteiam sua vida.
Eles depositam sua confiança nas próprias forças. Erroneamente pensam serem capazes
de resolver tudo na força e na violência. Coitados, estes darão com os burros n’água,
pois “Assim diz o Senhor” para todo aquele que confia
no homem mortal como tábua de salvação: "Maldito é o homem que
confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração
se afasta do Senhor. Ele será como um arbusto no deserto; não verá quando vier
algum bem. Habitará nos lugares áridos do deserto, numa terra salgada onde não
vive ninguém” (Jeremias 17:5,6). Porque “Homem algum pode redimir
seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não
tem preço. Não há pagamento que o livre para que viva para sempre e não sofra
decomposição” (Salmos 49:7-9).
Mas nem tudo está perdido. Mesmo que não se possa
confiar no homem mortal, o Deus Eterno é, foi e será sempre fiel: “redimirá
a minha vida da sepultura e me levará para si” (Salmos 49:15). Portanto: “Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o
seu Deus, estará com você por onde você andar" (Josué 1:9). Não duvide,
mas tenha certeza de que: “eu estarei sempre com vocês, até o fim dos
tempos" (Mateus 28:20), diz o Senhor.
Estas verdades estavam escritas no coração de Davi: “Saibam,
portanto, que o Senhor, o seu Deus, é Deus; ele é o Deus fiel, que mantém a
aliança e a bondade por mil gerações daqueles que o amam e guardam os seus mandamentos”
(Deuteronômio 7:9). Ele aprendeu estas verdades desde pequeno. E na vida adulta
ele não tinha qualquer dúvida sobre em qual poder confiar: no “Senhor, o
seu Deus, que é Deus; ele é o Deus fiel; pois ELE provou da bondade do
Senhor! Que em momentos de angústia foi o seu confiante refúgio: ‘No
Senhor me refúgio. Como então vocês podem dizer-me: "Fuja como um pássaro
para os montes"?’ (Salmos 11:1), não darei ouvidos a esses
mentirosos, não trairei o meu Deus porque: “Eu, porém, confio em teu amor; o
meu coração exulta em tua salvação” (Salmos 13:5).
A salvação, o amor e a misericórdia de Deus jamais
decepcionam os seus. Em seu caráter não há espaço para a infâmia da traição. Sua fidelidade jamais deixará de acompanhar o justo: “Esta palavra é digna
de confiança: Se morremos com ele, com ele também viveremos; se perseveramos,
com ele também reinaremos. Se o negamos, ele também nos negará; se somos
infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (2
Timóteo 2:11-13). Por isso “Nenhum dos que esperam em ti ficará
decepcionado; decepcionados ficarão aqueles que, sem motivo, agem
traiçoeiramente” (Salmos 25:3). Definitivamente não haverá decepção para
aqueles que confiam no Senhor. Estes não precisarão fugir e se esconder em
buracos nas montanhas pois “tu, Senhor, és o escudo que me protege; és a
minha glória e me fazes andar de cabeça erguida” (Salmos 3:3). Visto que: ‘"bendito
é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Ele será
como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o
ribeiro. Ela não temerá quando chegar o calor, porque as suas folhas estão
sempre verdes; não ficará ansiosa no ano da seca nem deixará de dar
fruto"’ (Jeremias 17:7,8).
Como é bom ter esta certeza! Como é bom poder contar com um amigo fiel nos momentos de dificuldades. Diante disto preciso lhe fazer
algumas perguntas:
- Quem sustenta sua vida?
- Quem é o seu ajudador?
- Qual é o nome dele?
- A quem você dirige suas orações quando enfrenta situações perigosas?
“Ao Senhor clamo em alta voz, e do seu santo monte
ele me responde” (Salmos 3:4). Esta e a resposta do
salmista. Ele não tem nenhuma dúvida a quem deve clamar nos momentos de
angústia: “Ó Deus, salva-me”. Enquanto clama, sua convicção é expressa
em palavras de fé que saem dos seus lábios com convicção: “Certamente
Deus é o meu auxílio; é o Senhor que me sustém” (Salmos 54:4). Pois, certamente: “o Senhor é fiel; ele os fortalecerá e os guardará do Maligno” (2
Tessalonicenses 3:3).
A covardia da traição não ficará impune, Deus toma partido dos justos. E fazendo uso da Sua Palavra fiel que “sustenta”
o justo, ELE usa da mesma fidelidade para castigar o ímpio: “Por isso os
ímpios não resistirão no julgamento, nem os pecadores na comunidade dos justos.
Pois o Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à
destruição!” (Salmos 1:5,6). Portanto: “Recaia o mal sobre os meus
inimigos! Extermina-os por tua fidelidade!” (Salmos 54:5) porque: “O
Filho do homem vai, como foi determinado; mas ai daquele que o trai!"
(Lucas 22:22).
A traição dos homens dói. Se você já foi traído de
alguma forma, sabe o tamanho da dor e decepção. Entretanto, a mesma medida não serve
para nos medir, porque nós somos exímios traidores. Traímos diariamente o “Deus
ajudador; que sustenta a nossa vida”. Fazemos isso quando:
- Deixamos de adorar a Deus e amá-lo sobre todas as coisas;
- Adoramos a criatura ao invés do Criador – Adoramos outros deuses, imagens e ídolos;
- Manchamos o Seu Santo Nome;
- Não descansamos e deixamos de dedicar esse dia ao Senhor;
- Não honramos pai e mãe;
- Tiramos a vida do nosso semelhante;
- Adulteramos;
- Furtamos;
- Damos falso testemunho contra o nosso próximo e;
- Cobiçamos as coisas do próximo.
Estas são as características de um Judas, que beija
a face do seu Senhor enquanto o trai. Agora imagine a dor que nós submetemos o Espírito
Santo todas as vezes que O entristecemos, quando O traímos com nossos pecados?
Com palavras doces em amor;
Ou talvez algumas almas tristes alcançar,
Com a mensagem do Senhor!” (Hino 417 C.C.).
Pr. José de Arimatéa Nascimento
Servo de Cristo Jesus

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