“Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Salmos 51:12).
O maldito pecado tem o poder de angustiar e infernizar a vida de todo aquele que por ele é seduzido. Ele nos faz esquecer da nossa natureza espiritual de santidade "Consagrem-se, porém, e sejam santos, porque eu sou o Senhor, o Deus de vocês” (Levítico 20:7). Essa amnésia se dá enquanto cedemos às vontades da carne. Ele também nos faz esquecer dos perigos que acompanham o prazer efêmero que ele proporciona: “A alma que pecar, essa morrerá” (Ezequiel 18:20a). “Pois o salário do pecado é a morte” (Romanos 6:23).
Infelizmente, por mais que sejamos
lembrados dos perigos, o pecado apresenta diante de nós um banquete de desejos que
nos domina a mente e o coração. E, já não lembramos de mais nada: “Mas logo
se esqueceram do que ele tinha feito e não esperaram para saber o seu plano.
Dominados pela gula no deserto, puseram Deus à prova nas regiões áridas”
(Salmos 106:13,14).
Este "Alzheimer" espiritual revela
a demência de pessoas que têm o prazer de sempre voltar, só para satisfazerem
os seus desejos, ao vale da angústia e infelicidade: ‘Confirma-se neles
que é verdadeiro o provérbio: "O cão voltou ao seu vômito" e ainda:
"A porca lavada voltou a revolver-se na lama’ (2 Pedro 2:22). E isso
é mais comum do que você possa imaginar. Estes são os sintomas de certa doença
mortal: "Quando Efraim viu a sua enfermidade, e Judá os seus tumores,
Efraim se voltou para a Assíria, e mandou buscar a ajuda do grande rei. Mas ele
não tem condições de curar vocês, nem pode sarar os seus tumores” (Oséias
5:13).
Não podem ser curados. Foram
tratados com o placebo infectado que o mundo oferece, portanto continuam
doentes. Doença essa que atende pelo nome de pecado. Uma doença degenerativa, que
consiste em evitar o relacionamento do homem pecador com o Deus Santo. Diante das
constantes traições ao Senhor, ELE diz: “Pois, serei como um leão para
Efraim, e como um leão grande para Judá. Eu os despedaçarei e irei embora; eu
os levarei, sem que ninguém possa livrá-los. Então voltarei ao meu lugar até
que eles admitam sua culpa. E eles buscarão a minha face; em sua necessidade
eles me buscarão ansiosamente" (Oséias 5:14,15).
Então ele volta, não a “lama do vômito”, mas na busca de restabelecer a sua natureza espiritual que acabou de ser despertada, fazendo-os ver a grande maldição de suas culpas. Então se lembrará do que Deus disse que “em sua necessidade” os pecadores arrependidos O “buscarão ansiosamente". E assim ele extravasa seu lamento de perdão que vem acompanhado de suspiros, lágrimas e um pedido de purificação extremo: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei. Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria; e os ossos que esmagaste exultarão. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades” (Salmos 51:7-9). Estamos diante do pedido de um coração regenerado; de um espírito constante e renovado, que roga intensamente para passar pelo processo de total purificação em seu interior.
A primeira mudança interior
almejada é “um coração limpo”. Contudo não o coração velho que
guarda “à antiga maneira de viver”, pois “vocês foram
ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos”
(Efésios 4:22), mas um novo coração “Cria em mim um coração puro, ó Deus”
(Salmos 51:10a). Para isso Deus, usa o Seu poder criativo, tal qual aquele usado para
criar o mundo.
A segunda mudança é uma reforma
geral e irrestrita de todo seu ser: “um espírito estável, reto”, a
fim de “serem renovados no modo de pensar” e assim: “revestir-se
do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade
provenientes da verdade” (Efésios 4:23,24). Portanto “renova
dentro de mim um espírito estável” (Salmos 51:10b). Pois ‘"Ninguém
põe remendo de pano novo em roupa velha, pois o remendo forçará a roupa,
tornando pior o rasgo. Nem se põe vinho novo em vasilhas de couro velhas; se o
fizer, as vasilhas se rebentarão, o vinho se derramará e as vasilhas se
estragarão. Pelo contrário, põe-se vinho novo em vasilhas de couro novas; e
ambos se conservam"’ (Mateus 9:16,17). Renova-me Senhor, usando o poder renovador,
tal qual o que é usado para renovar as Suas misericórdias todos os dias.
Estas duas mudanças têm razão de
ser: Ele sabe que estas são condições imutáveis para estar na presença de Deus. Pois ele já havia perguntado: “Quem poderá subir o monte do Senhor? Quem
poderá entrar no seu Santo Lugar? Aquele que tem as mãos limpas e o coração
puro, que não recorre aos ídolos nem jura por deuses falsos” (Salmos
24:3,4).
A terceira não é uma mudança,
mas um pedido de permanência, uma súplica especial que garante que ele possa viver
na presença de Deus: “Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu
Santo Espírito” (Salmos 51:11).
Três pedidos dão direito a três
desejos:
- “Ser feliz”: Através
da "Renovação" - “Devolve-me a alegria da tua
salvação” (Salmos 51:12a);
- “Ser coerente”: Com
a sua natureza espiritual de santidade através da "Obediência"
- “Sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Salmos 51:12b)
e;
- “Ser útil”: "Ensinando"
aos transgressores o caminho de volta. –
“Então ensinarei os teus caminhos aos transgressores, para que os
pecadores se voltem para ti” (Salmos 51:13).
Nada é mais gratificante do
que a renovação da alegria. Mas não qualquer alegria, mas a especial “Alegria
da salvação”. Concedida por Deus, essa, ao contrário da falsa alegria do
pecado, é eterna. E agora só resta testemunhar aos outros sobre como o perdão
recebido mudou totalmente a sua natureza. Sua gratidão é tamanha que ele
oferece em sacrifício mais do que ofertas queimadas; ele oferece seu espírito
quebrantado e seu coração contrito.
Com palavras doces em amor;
Ou talvez algumas almas tristes alcançar,
Com a mensagem do Senhor!” (Hino 417 C.C.).
Pr. José de Arimatéa Nascimento
Servo de Cristo Jesus

Glorias a Deus!!
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